Ex-funcionário critica a forma como Facebook funciona

Em recente evento para estudantes da Universidade de Stanford, Chamath Palihapitiya, ex-vice-presidente de “crescimento de usuários” do Facebook, fez duras críticas à rede social onde trabalhou até 2011. Ele acredita que, nos anos seguintes à sua saída, o crescimento do Facebook se tornou um problema para a sociedade.

“Acho que criamos ferramentas que estão destruindo o tecido social de como a sociedade funciona”, comentou à entrevistadora. A crítica dele se concentra na forma como o Facebook trabalha — a busca constante de curtidas para as pessoas se sentirem bem. “(…) as pessoas precisam dar um basta para algumas destas ferramentas. Esse círculo vicioso de compensação em curto prazo que criamos está destruindo  a sociedade”, explicou.

Palihapitiya vê o Facebook como uma boa ferramenta para pessoas má intencionadas, que podem usá-lo para manipular opinião pública. Ele diz que seus filhos não estão autorizados a entrar na rede social. De fato, o Facebook já conta com mais de 2 bilhões de usuários, o que se leva a pensar que ele influencia a vida de um número significativo de pessoas no mundo inteiro.

Não é a primeira vez que um ex-funcionário do Facebook critica o poder excessivo que a rede social construiu com o passar dos anos. Um antigo gerente de produto do Facebook, Antonio Garcia-Martinez, escreveu um livro explicando como o Facebook mente sobre a capacidade de influenciar pessoas com base nos dados coletados sobre ela. Já o investidor Sean Parker disse recentemente que o Facebook “explora uma vulnerabilidade na psicologia humana”, e por isso ganhou tanta força.

Enquanto falava do dinheiro como instrumento de mudança, o executivo da Social Capital também criticou o Vale do Silício como um todo. Chamath Palihapitiya acredita que investidores jogam dinheiro em “empresas idiotas e inúteis” e deixam de lado problemas reais do mundo, como saúde e mudança climática.